30.12.12

Love


Desde meus 12 anos leio romances água com açúcar, desses de banca.
E sempre fui sonhadora, fantasiosa, almejando um romance como nos livros: amar à primeira vista, juras de amor eterno, lágrimas, disputa, o ato de amor e viver felizes para sempre.
Esse desejo sempre foi alimentado também pelos Contos de Fadas. Ter um príncipe encantado forte e corajoso para te proteger, quem não quer?

Deveria ter uns 14 anos quando li Romeu e Julieta pela primeira vez.

Intenso.

Um amor tão forte e profundo que foram até as últimas consequências para ficarem juntos.
Existe algo mais romântico que isso?
E nessa época li várias edições diferentes, estava totalmente apaixonada pela estória dos amantes.

Alguns anos (filmes, séries e livros) depois, li novamente, mas já não tive a mesma impressão de antes.
O Romeu começa o livro tão apaixonado pela Rosalinda, tão obcecado que não quer nem ir para a balada com os amigos.
Depois, vê a Julieta, só vê, e esquece a outra moça e já está jurando amor eterno para a nova musa? Ah vá!
Como acreditar que o amor dele é sincero e verdadeiro, se ele jurava para outra pessoa poucas páginas antes?

Fiquei atordoada com a minha visão tão diferente da mesma estória que tinha me encantado anos atrás. Fiquei cínica? Realista?
Cheguei à conclusão que cresci.

Hoje, casada e apaixonada, vejo que o amor não tem só paixão, aquela loucura de pertencer a alguém de corpo e alma. Tem renúncia, tem convivência, tem seus altos e baixos. Mas permanece fiel, forte e bonito, quando o casal é sincero e tem respeito pelas diferenças um do outro.
A inconstância não demonstra confiança.

E quanto ao fato do Romeu e da Julieta levarem seu amor para o túmulo, deixo aqui uma citação de Mario Quintana:

“Tão bom morrer de amor... e continuar vivendo.”

Ana Cláudia S M de R Freitas

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin